É frio e os pulsos mostram-se mais fracos. Cada vez mais.
Mas quando leio as linhas sobre aquele antigo, um primor da poesia,
meu peito pula em incandescência.
Na antiga câmara escura, sobre os olhares incrédulos dos livros fechados, ocorre um encontro literário.
Risco seu peito com a pena. Mais forte.
Sinto pena.
Rasgo-lhe o coração.
Seu sangue serve-me como instrumento de transposição às palavras aquilo que sinto.
Sentimentos?
Desprovia-lhe todos exatamente naquele momento.
Insosso coração corrompido.
Impiedosas palavras foram cravadas em seu ser desfalecido.
E eu riscava um sorriso no meu rosto com o resto de tinta vermelha que motrava-se mais viva ali.
Meu pedaço de você: o sorriso impresso.
Morto.
O encontro comigo mesmo em intenso delírio. Tenso.
Mas a sala era real e obscuramente provida de sentimentos.
Os meus sentimentos que começaram a pulsar.
Era inverno, sabia?
Mas o corpo ficara quente porque eu pensava na possibilidade de encontrar-me com você novamente.
E matá-lo. Eu encarregaria-me de matá-lo em mim mesmo, nas noites frias.
Matá-lo de amor no silêncio daquele lugar, entre os livros que você nunca leria.
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- Seguindo rumo a... você!
- Felicitações com minha grande ternura


De um aspecto pessoal.
ResponderExcluirMe pus no lugar do eu lírico e me senti angustiado.
Adoro poesias que me causem sentimentos profundos!
Parabéns, caro Lucas!